Sábado, 11 de Julho de 2009

Wilco

Daqui a pouco falo sobre o novo e, pra variar, grande álbum do Wilco. Por enquanto fique com a bacanuda do anterior, Impossible Germany no estúdio. De chorar.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Arroz de Siri


Uma dica para usar a carne desse delicioso crustáceo. Além de recente, conseguir uma que tenha sido tirada da forma menos industrializada possível, para evitar pedacinhos de cascas. Além disso, usar temperos com parcimônia. Quem deve sobressair é o aroma leve do siri.

Para fazer:

- 500 g de carne de siri
- 4 xícaras de arroz branco, agulhinha
- 4 tomates sem pele e sem semente
- Sal
- Pimenta do reino moída na hora
- Azeite
- 4 colheres de dendê
- 2 cebolas grandes
- 2 dentes de alho
- Cebolinha e salsinha

Numa panela sele o arroz com azeite e sal e depois cozinhe com bastante água até ficar al dente. Reserve.
Em outra panela grande frite as cebolas picadas no azeite juntamente com o alho até ficarem amolecidas. Depois junte os tomates picados, a cebolinha e a salsinha. Cozinhe por alguns minutos e adicione a carne de siri, o sal e a pimenta. Cozinhe com a tampa fechada por uns 15 minutos e depois adicione o dendê, misture bem e deixe cozinhar por mais 5 minutos.
Junte o arroz ao siri, mexa bem e sirva quente.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Desert Sessions na vitrola


Entre 1997 e 2003 Josh Homme tocou o projeto “Desert Sessions” paralelamente ao seu Queens of The Stone Age. Consistia basicamente de gravações ao vivo no meio do deserto na Califórnia, com um punhado de convidados da estirpe de Mark Lanegan, PJ Harvey, Joey Castillo, Ben Shepherd e por aí vai. A eletricidade no deserto? Tudo movido a um gerador no meio do nada, o tal Rancho de la Luna studio.
Dali saíram pérolas que foram cair nos discaços do Queens (I Wanna Make It Wit Chu, In My Head, Hanging Tree) e outras tantas que estão, talvez, imerecidamente esquecidas, como esse petardo com PJ Harvey.




Crawl Home

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Sabujo

"Criados originalmente para a caça, esses cães de porte médio tem, em geral, pelagem curta, bi ou tricolor, e compleição atlética. Podem ser divididos, grosso modo, em sabujos que caçam guiados pela vista, como o afegão, e sabujos que se orientam pelo olfato, como o bloodhound. Esses cães de caça e presa nem sempre se adaptam à vida urbana e precisam de espaço e exercício. São amistosos por natureza, mas tem o instinto de caça tão desenvolvido que fazê-los abandonar uma pista e voltar nem sempre é facil."
David Alderton, no livro Dogs (1993).

Beagle, Foxhound, Basset Hound, Dachshund, Bloodhound, Afegão...

Experimente o sabujo do Pepe Legal. Impagável.




Nota
Homenagem à destemida Lola.
Não deprecie os cães. Não confunda com outra raça de sabujos; aqueles jornalistas que fazem o que o Kamel e o Frias mandam fazer.

Domingo, 21 de Junho de 2009

Pimenta Rosa

Pimenta rosa foi o nome dado pelos franceses (poivre rose) àquele frutinho da aroeira, que tem um sabor e um aroma especialíssimo. Quando seca, usa-se moída em molhos diversos ou até para temperar uma carne. É também chamada de falsa pimenta, pois na verdade não tem ardência nenhuma.

Fã dessa delícia, me deparei com a dita cuja quando passeava pelo Parque Ecológico de Maracajá (SC). Espie algumas árvores plantadas pela guarda florestal. Não é um espetáculo?

(clique nas fotos para ampliar)



Segundo Helena Tassara, no livro Frutas no Brasil, "em muitos lugares acredita-se que o óleo essencial contido na planta tenha propriedades venenosas mas, o que ocorre de fato, é uma simples reação alérgica dos indivíduos sensíveis, que não causa maiores danos. Também por esses motivos, a aroeira vermelha é conhecida como falsa pimenta ou aroeira mansa".

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Depeche Mode na vitrola


Sounds of the Universe (2009)

O mestres do rock eletrônico retornam com o seu terceiro (e melhor) álbum da década. É o décimo segundo disco de estúdio dessa banda emblemática, que envelhece com toda a dignidade. Envelhecer não é bem o termo, o som DM ainda deixa muita gente na poeira. Um punhado de canções bacanas tratadas da maneira habitual, com bom gosto e muita criatividade. Só que esse Sounds tem algo mais que não sei explicar. Já gastou a agulha da vitrola.

Experimente Peace. Começa como um Devo (!?) e segue como um...Depeche Mode.
Lindaça!

“peace will come to me”


Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Baião de Duas



Duas coisas imbatíveis: batata doce e batata salsa (também conhecida como batata baroa ou mandioquinha). Há muito tempo pesquei essa dica de juntar as duas e fazer um gnocchi. O leve doce da batata doce com aquele sabor inconfundível da salsa ficam uma delícia. No caso, acompanhou um molho de limão siciliano. Creio que com um molho untuoso de carne bovina ficaria um tanto melhor. É só experimentar.

Ingredientes

queijo grana
½ kg de batata salsa
½ kg de batata doce
100g de farinha de trigo
50g de amido de milho
1 colher de sopa de manteiga
sal
pimenta do reino moída na hora
1 gema de ovo


Para fazer

Cozinhar as batatas sem casca no vapor ou com casca em bastante água. Amassar, deixar esfriar e juntar a manteiga, sal, pimenta, gema e um pouco de farinha. Amassar e acrescentar a farinha aos poucos até dar uma boa liga. Fazer algumas bolas (do tamanho da mão) com a massa e alongar numa superfície lisa e polvilhada com farinha. Cortar pedacinhos com o garfo e cozinhar em água quente, até o gnocchi emergir. Reservar num recipiente untado e servir com um molho de preferência. Polvilhar com queijo grana.

Serve de duas a três pessoas.

** Baião de Dois é aquela deliciosa receita nordestina com arroz e feijão, além do clássico de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Mordidas Sonoras



O vocalista/guitarrista Alex Kapranos, líder de uma das mais bacanas bandas britânicas e uma das preferidas deste blog, o Franz Ferdinand, nem todo mundo sabe, até os 30 anos trabalhava como entregador de fast-food, garçom de vinhos, ajudante de chef, chef e outras profissões correlatas.

Já na banda, saiu em turnê por uns dois anos e registrou os momentos gastronômicos da viagem numa coluna no Guardian, jornal inglês. Daí saiu esse despretensioso e saborosíssimo Mordidas Sonoras, livreto de 140 páginas e um mundo de perspicácia. O rapaz escreve bem mesmo, não só sobre comida, mas sobre a fauna humana que a cerca.
Cool!

Olha só o comentário do inglês, descendente de gregos e que mora em Glasgow, sobre uma visita ao Café Bertaux, em Londres.

Uma Virginia Woolf de vestido com estampa floral está sentada ao lado de um homem de chapéu Panamá. À minha direita, uma jovem designer examina seu portfólio e enfia a colher na perdição folheada de uma torta de morango. Meu prato é uma torre trêmula de frutas deliciosas e creme anglaise. A riqueza de sabores não é obscurecida pela doçura. Framboesas espirram uma claridade ácida no creme de ovos. Não é algo para se comer com pressa, mas uma sensação a ser saboreada em pequenos pedaços, para que nenhuma nuance fuja à oportunidade de ser experimentada.

Bertaux é a antítese das redes de cafeterias. Suas idiossincrasias maltrapilhas não se prestam a cópias ou franquias. E, além disso, o preço é salgado. Eis aí um lugar para levar alguém que você gosta – alguém que aprecie um agrado.

Sábado, 30 de Maio de 2009

Às batatas

O quadro A Liberdade Guiando o Povo, de Eugène Delacroix, virou um punhado de legumes bacanas pelas mãos da artista chinesa Ju Duoqi.

Domingo, 24 de Maio de 2009

Heavy Trash na vitrola


Going Way Out (2007)

Este blog até merece algumas chibatadas por deixar passar em branco esse projeto do ótimo Jon Spencer, que deu um tempo no seu Blues Explosion e cometeu dois discos em parceria com o baixista/guitarrista Matt Verta-Ray.
Se o tratamento nos BE era modernizar e "sujar" rocks potentes a partir do Blues e R&B (chegaram a chamar de "punk'n blues"), aqui a dupla encarna ainda mais uma retrô e parte em direção ao rockabilly, country e rocks cinquentistas. O termo retrô não é depreciativo, muito pelo contrário, é só um ponto onde beber na fonte para gerar um punhado de delícias rock'n roll.

Ouça Double Line. Não acabou de sair do forno?





Sábado, 16 de Maio de 2009

Arcade Fire encontra Sergio Leone

Duas coisas imbatíveis: do ótimo álbum Neon Bible (2007) do Arcade Fire, a lindaça "My Body is a Cage". Do maravilhoso filme de Sergio Leone, Era Uma Vez no Oeste (1968), a cena do duelo final, uma obra prima de closes e flashbacks.
Charles Bronson, o "Harmônica", foi obrigado por Henry Fonda a matar o irmão quando era um garoto. Agora é a hora do acerto de contas.
O designer J Tyler Helms inventou de juntar Arcade e Sergio. O resultado, perceba, parece que nasceram um para o outro.

Terça-feira, 12 de Maio de 2009

O Labirinto Parado, por Madredeus

A banda mais melancólica do mundo num momento, digamos, melancólico. Não é lindo isso?



Perdi-me num labirinto de saudade, senti
À montanha dos sítios que não mudam, subi
E ao abismo do vertiginoso futuro, desci

Procurei para o sol, procurei para o mar
Mas sem ti no céu da paisagem, daqui afinal não saí
Mas sem ti no céu da paisagem, perdi a noção da viagem

Na pedra já mais que branda da memória, escrevi
Com o tempo que o musgo vai levando a crescer
Com o brilho que a esperança nos faz no olhar, escrevi
Que a saudade é prima afastada do vagar

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Piggy in the Mirror


O álbum The Top (1984) volta à vitrola após uns quinze anos...e no formato vinil. E que disco!

O chamado disco psicodélico do Cure é feito a quatro mãos entre Robert Smith e seu fiel escudeiro dos primeiros anos, Lol Tolhurst.

Efeitos de guitarras, bases pesadas e melodias orientais são o pano de fundo para Smith derramar os seus lamentos. E são lamentos lindíssimos. Até músicas leves como The Caterpillar, consideradas "fofas" numa coletânea, aqui ganha conotações dramáticas ao lado de outros petardos.

Ouça a emblemática Piggy in the Mirror em duas versões: a de estúdio e ao vivo, num show demolidor em Munich, 1984.





Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Bacalhau é um peixe?


Bacalhau no mercadão

A resposta técnica é não, mas poderia ser talvez ou até sim (hã!?). Bacalhau não é propriamente um peixe, mas um processo de salga e secamento pelo qual são preparados uma família específica de peixes, a dos gadídeos, notadamente o Cod Gadus Morhua, considerado o “verdadeiro” e mais nobre, também o Ling, Saithe e Zarbo, além do chamado bacalhau do pacífico, o Gadus Macrocephalus, que é semelhante ao Morhua, mas considerado de qualidade inferior. Aí é que começa a confusão.

Se pensarmos bem, não existe bacalhau de tainha nem de congrio, portanto costuma-se chamar esses gadídeos de bacalhau. Já existe inclusive no mercado o tal de “bacalhau fresco”, que nada mais é do que o Cod Gadus Morhua sem o processo de salga.

É bom lembrar que além do Cod fresco, está aparecendo por aí também uma gama infinita de outros peixes, que não os da lista acima, com nome de “bacalhau”, apenas por causa do processo idêntico, mas são considerados "falsos".

Então eu pergunto: bacalhau é um peixe?

Um resumo do que diz o site Bacalhau da Noruega, vinculado ao Conselho Norueguês da Pesca, sobre seus produtos do Atlântico-Norte:

O mais nobre de todos os tipos é o Bacalhau Cod Gadus morhua. Normalmente, é o mais largo e com postas altas. Sua carne tenra desfaz-se em lascas com facilidade, depois de cozida. Ideal também para receitas com postas inteiras.

O peixe tipo Bacalhau Saithe tem coloração mais escura e a cauda em forma de V. É selecionado para receitas tradicionais, como bolinhos, ensopados e saladas, porque sua carne macia pode ser desfiada com facilidade. Vendido fresco em filé, inteiro ou congelado em fatias, o Saithe pode ser frito, cozido e grelhado. Caiu bem no gosto popular, pelo sabor forte, alto rendimento e preço mais acessível.

Reconhecer o peixe tipo Bacalhau Ling é fácil, pois seu corpo tem forma estreita e comprida, com duas barbatanas laterais. É o tipo ideal para grelhados, por ter a carne firme que não se desmancha com facilidade.

Bastante conhecido no Brasil, o peixe tipo Bacalhau Zarbo é o menor de todos e apresenta coloração marrom clara em todo o corpo. Tem ótimo sabor e, semelhante ao Ling, não se desmancha em lascas com facilidade quando cozido.

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

iRI5

Navegando por aí descobri uns trabalhos desse artista plástico, o iRI5. Espiem que bacana o que ele fez com fitas-cassete. Legal, heim?





E tem mais. Acessem aqui o site dele. O Ian Brown, por exemplo, está à venda por $ 800,00.



Dica do site BIS.