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sábado, 30 de setembro de 2006

Santa Cruz, vale de Colchagua




O vale de Colchagua é uma das principais região vitivinícolas do Chile, tintos em especial. A aprazível Santa Cruz, a 180 km de Santiago, é a segunda cidade do vale, tem 30.000 habitantes e abriga ao seu redor dezenas de bodegas de porte médio e pequeno, mas com grande reputação mundial. Como já conhecia alguns vinhos da Viu Manent, agendamos uma visita à simpática vinícola. Duzentos hectares de cepas na maioria tintas, uma sede em estilo colonial espanhol e um restaurante finíssimo, nos fizeram passar uma manhã-tarde das mais agradáveis. Sobre os vinhos, provamos basicamente os da linha média. Um já conhecido CS aveludado, com leve madeira, que envelhece bem até uns 5 anos (pela minha experiência com ele), Malbec e Syrah muito bacanas, mas ainda rudes. Já os da linha mais simples, também gostosos, sem nenhuma madeira, foram provados acompanhando um delicioso almoço (risotto negro, carne bovina e sobremesa de lúcuma com merengue). A surpresa mesmo ficou por conta de um chardonnay realmente especial, de levíssima madeira e aromas delicados, com uvas vindo do vale de Casablanca, próximo ao litoral. Isso sem falar nos preços, mais do que acessíveis perto dos valores extorsivos praticados no Brasil.
Ressalto ainda o maravilhoso hotel Plaza, que fica cravado na praça central de Santa Cruz e tem um dos melhores museus do Chile (história pré-colombiana e colonização espanhola), além das cordinheiras dos Andes, sempre abençoando de longe o vale.

Imagens: 1) Santa Cruz, a partir do Hotel Plaza; 2) Praça central de Santa Cruz; 3) Museu de Colchagua; 4) Vinhas da Viu Manent; 5) Restaurante da Viu; 6) Cave. Compartilhe no Facebook

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Mercado Central

Uma construção de 1872 abriga o Mercado Central de Santiago, onde são vendidos diariamente frutos do mar frescos vindos do Pacífico. Um arsenal de peixes estranhos, camarões rosados, moluscos de diversas espécies estão dispostos em dezenas de bancas num espetáculo de empolgar. No centro, uma dúzia de restaurantes oferecem estes produtos para deleite dos transeuntes. Apesar dos preços serem um tanto majorados para turistas, se comparados a outros pontos da capital, a experiência vale muito a pena. Encerramos a empreitada comendo ostiones gratinados e filés de congrio, acompanhados por um corte interessante de riesling/sauvignon blanc. O vinho, como sempre, a preços módicos.


1) peixes e moluscos em profusão;
2) atum gigante, de dar água na boca;
3) restaurantes no centro do mercado. Compartilhe no Facebook

sábado, 16 de setembro de 2006

A cordilheira





Para quem sobrevoa os Andes a imagem é de uma beleza impressionante. Uma visão de assombro, medo, imensidão e de paz. O caminho entre Buenos Aires e Santiago, sobrevoando as famosas montanhas, tem um impacto de mexer com o mais gélido dos homens. Se alguém crê que as cordilheiras são apenas um amontoado de terra separando o Chile do resto da humanidade, deve pensar que aquele deslumbrante acidente geográfico onipresente na vida do chilenos significa uma forma diferente de encarar o mundo num viés melancólico, belo e, arrisco dizer, feliz. As imagens acima não me deixam mentir.

Visões dos Andes a partir de:
1) Santiago, centro;
2) Bodega Viu Manent, Santa Cruz;
3) Cerro San Cristóbal, Santiago;
4) Santiago, centro. Compartilhe no Facebook