Mostrando postagens com marcador Molho Farrapo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Molho Farrapo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A Saga do Farrapo (o molho) continua...


Quem pensava que a saga havia terminado no epílogo se enganou (ver aqui a saga completa). Recebi um pitaco num dos posts de alguém não identificado, retalhando alguns pontos descritos pela empresa Graziela, de Capivari de Baixo. Sinta o drama:

"Só pra esclarecer alguns fatos. A empresa de Gravataí/RS ainda existe e produz, em menor escala, o MOLHO FARRAPO, inclusive voltou a aparecer pela região de Araranguá/SC alguns dos Molhos Farrapos Originais. A empresa de Gravataí tinha sérios problemas com a Vigilância Sanitária, era fechada direto e o proprietário realmente se desinteressou do negócio, mas tem gente tocando ficha na coisa. Sobre a Empresa de Capivari de Baixo/SC, são os maiores pilantras da face da história, há de se deixar claro isso. O que ocorre é que eles NÃO TEM licença para utilizar da marca FARRAPO, tampouco a empresa de Gravataí concedeu tal permissão. (...)" Leia aqui o pitaco completo.

Abaixo, a resposta da empresa Graziela (post atualizado em 26/10/2008):

"Olá Ivan!
Em primeiro quero lhe agradecer pelo Blog do Molho Farrapo, parabens e muito obrigado.
Gostaria de uma gentileza sua, dar uma resposta para (o) ou (a) internauta que fala o que não sabe, segue o documento da Receita Federal informando que a Empresa de Gravataí está Inativa desde 31/05/1997 e que a marca Farrapo também não pertence a Empresa de Gravataí e sim ao CNPJ 82.146.630/0001-33 Girassol Indústria de Condimentos e Molhos Ltda, de Capivari de Baixo-SC. Quanto aos Molhos Farrapo com etiqueta e endereço de Gravataí, está sendo falsificado por duas pessoas de Araranguá, a Policia Federal, Policia Civil, Receita Estadual e Vigilância Sanitária já estão tomando as devidas providências em breve teremos novidades, aguarde."
Compartilhe no Facebook

terça-feira, 8 de abril de 2008

A Saga do Farrapo (o molho) - epílogo

Na Saga do Farrapo (veja aqui), uma degustação com os tradicionais quitutes que o acompanham mostraram que quem é rei não perde a majestade. Para acompanhar, uma cerveja belga Hoegaarden, de trigo e especiarias. Bem melhor do que uma dose de Campari.

Detalhe: a composição da versão spray é diferente e mais adocicada (vinagre, caramelo, sal, pimenta calabresa, pimenta do reino e outras especiarias).

A versão tradicional, bem melhor, leva vinagre, água, sal, canela, cebola frita, molho inglês, pimenta do reino e gengibre.

Clique nas imagens para visualizar:

1 - Feijão;
2 - Ovo frito com spray;
3 - Coxinha;
4 - Ataque ao ovo;
5 - Ovo cozido;
6 - Restos.





Compartilhe no Facebook

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

A Saga do Farrapo (o molho) - capítulo II


Para realizar as prometidas experiências culinárias com o famigerado molho Farrapo tive que adquiri-los pelo site da empresa, a citada Graziela.

Por conta de problemas na quitação do boleto bancário (problemas do banco, diga-se), o gerente da empresa veio entregar pessoalmente os produtos e, além disso, entregou um kit de temperos contendo urucum, sal temperado, pimenta, orégano, pasta de alho e cominho, que serão devidamente utilizados em breve (veja a foto).

Na oportunidade pude comprovar a origem do molho na cidade de Gravataí-RS, confirmada pelo gerente. Na verdade a Graziela adquiriu os direitos sobre a marca Molho Farrapo, atualmente fabricado em Capivari de Baixo-SC.

Outra curiosidade é que a embalagem tradicional do molho é lacrada para não ser reutilizada, tamanha a quantidade de adulterações em virtude da famosa marca. O pessoal dos bares abria a embalagem e colocava outra coisa dentro. Lamentável. A empresa dá uma de graça cheia para quem devolver quatro vazias.

Pra encerrar, fontes do estado vizinho informaram que os antigos donos de Gravataí abandonaram a venda do molho para se dedicar a um negócio “que dava mais dinheiro”. Passaram a vender aquele pó que passarinho não aspira. Consta que estão todos enjaulados vendo o sol nascer quadrado.

Em breve o capítulo III.
Compartilhe no Facebook

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A Saga do Farrapo (o molho) - capítulo I



No delicioso filme de animação Ratatouille, o arrogante, soturno, destruidor de restaurantes e crítico gastronômico Anton Ego é invadido por uma onda de humildade e nostalgia ao provar um prato do mini-chef Remy, que evocava os sabores da sua infância. A melhor cena do filme.

Os sabores da infância provocam isso mesmo. Numa hilária discussão com amigos foi colocada em pauta a origem do saudoso Molho Farrapo, iguaria que é uma mistura de vinagre e especiarias, utilizada na década de 70 em 110% dos bares de esquina para acompanhar pastéis, coxinhas e o tradicional ovo cozido, entre outros quitutes.

Pois bem, descobriu-se que é fabricado atualmente em Capivari de Baixo-SC pela empresa Graziela. Digo atualmente, pois a origem do famigerado é Gravataí-RS, onde havia uma fábrica que fechou por conta da má administração, diz-se.

Para evocar os sabores da infância, no capítulo II serão feitos experimentos da delícia atual, adquiridas em 3 versões pela internet. Por enquanto vamos nos ater a fatos históricos e, como diria o Barão de Itararé, partir para o terreno da galhofa.

Um amigo questionou a relação entre o Molho Farrapo e a Revolução Farroupilha, se não seria briga por molho para colocar no churrasco, além do suposto parentesco entre Anita Garibaldi e Graziela.

Outro, residente na região dos lagos de Braço do Norte, estudioso do assunto, esclareceu a questão:
Anita é aquela moça de Laguna, que botou um galho no marido porque o mesmo não gostava de Molho Farrapo. Aí deixou tudo pra Graziela que caiu na bebedeira e inventou uma bebida própria.
Anita, antes de fugir para a Itália, namorou metade dos homens da república Juliana. Ela fugiu com um italiano que não queria nada com o trabalho, vivia fazendo confusão por onde passava. Inclusive numa dessas confusões, dentro de um bar em Capivari de Baixo, afirmou que o Molho Farrapo era uma porcaria. Daí começou a revolução farroupilha.
Bento Gonçalves, que era um latifundiário gaúcho, produtor de charque e tomador de Campari, tomou as dores do italiano e criou toda a confusão da revolução que não deu em nada.
Não deu em nada porque o mesmo Bento quando estava em Imaruí, resolveu comer um ovo cozido e o dono do bar, só por sacanagem, pingou umas gotas do molho de Capivarí escondido. O Bento gostou tanto que comeu uns 5 ovos com Campari. Só depois que o dono do bar revelou que tinha posto o molho, Bento Gonçalves mudou de idéia e queria o couro do italiano vadio e da moça de Laguna, tanto é que os dois fugiram para a Itália
.”

Já um poeta, semi-compositor e DJ nas horas vagas comentou que “uma dose de Campari, uma coxinha com Molho Farrapo, parar na beira da BR-101 pra admirar a igreja da Estiva...a vida é feita de pequenos e belos momentos”.

Em alguns pode até provocar momentos de saudosismo como "comer coxinha de galinha no bar dos gêmeos Nelson e Nilson forrado de Molho Farrapo...não tem preço. Comer rosquinha doce forrada de molho farrapo na bodega do Rincão e depois de ir se torrar a pé até o Torneiro... aí não tem preço...maneiro!".

Ou momentos do mais puro mistério como "até esses dias o rótulo do produto trazia em letras garrafais a palavra "cosinha". Não sei se era uma referência ao coisinha de jesus ou à culinária, mas acho que aí tá o segredo".


Na imagem, o quadro A batalha dos Farrapos, de Wasth Rodrigues.

Colaboração: Mattei, Gardel, Capi, DJ e Marcão, todos admiradores do Molho Farrapo e galhofeiros da "guerra perdida". Compartilhe no Facebook

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Daqui a pouco


Não percam, a saga do Farrapo (o molho).
Compartilhe no Facebook