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domingo, 19 de agosto de 2007

Na vitrola toca Yo La Tengo e QOTSA


Yo La Tengo - I Am Not Afraid of You and I Will Beat Your Ass (2007) - depois de alguns discos leves e introspectivos, o veterano Yo La Tengo ressurge inspiradíssimo, num disco que retoma os velhos mantras recheados de guirarras no talo, mas também rocks com metais, baladas ao piano acompanhados de dedilhados atonais, além de rifs de órgão zunindo nos ouvidos. Algumas conexões caribenhas também fazem parte do cardápio e as melodias caprichadas completam o quadro. Os velhinhos parecem estar felizes...e desbocados.



Queens of The Stone Age - Era Vulgaris (2007) - o quinto disco da banda que era apenas um acompanhamento para os desvarios de Josh Homme, é o segundo do trio de Josh mais Troy Van Leeuwen e Joey Castillo. O resultado é que temos aqui um verdadeiro disco de banda. O aparente individualismo de Josh Homme não tem espaço. O som é coeso, sem frescuras, enfileirando petardos arrebatadores. As guitarras conversam em riffs empolgantes com uma cozinha arrasa-quarteirão nos seus encalços.

Ainda sobra espaço para a veia pop de Homme dar o tempero final (Make It Wit Chu) e às vezes até retornar ao stoner de seus primeiros discos (Misfit Love). Os temas variam de sexo (muito), drogas (um pouco) à rebeldia adulta (sempre) e a produção beira a perfeição. Não aquela perfeição dos produtores endinheirados de Los Angeles ou do glacê pop dos discos de Phil Collins, por exemplo. Aqui temos timbres e instrumentos trabalhando pelo todo, uma bateria sufocada que faz a garganta engasgar e guitarras que parecem que nasceram uma pra outra, sem exibicionismos. De quebra ainda backing vocals de Julian Casablancas e Mark Lanegan. Quer mais?

O QOTSA é a grande banda americana da sua geração.
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Na vitrola toca



Death Cab for Cutie - Plans (2005) - a delicadeza e simplicidade das músicas do DCFC não escondem a força de um belíssimo compositor que é Benjamin Gibbard. Letras românticas sem serem dramáticas e melodias assombrosamente envolventes. Arranjos simples mas sofisticados dão a este quinto disco da banda do noroeste dos EUA um lugar cativo nos corações indies do mundo. Soul Meets Body é pop finíssimo pra não esquecer.

Yo La Tengo - Electr-O-Pura (1995) - este disco é do tempo em que o Yo La Tengo ainda usava a distorção como mote de suas músicas. Melodias assobiáveis faziam parelha com guitarras sujas e sinuosas. As bases despretensiosas criavam verdadeiros mantras rockeiros. Uma prévia do que seria a sua obra-prima dois anos depois, com I Can Hear The Heart. Depois disso, continuariam a ser bacanas e simpáticos, mas nunca mais seriam os mesmos.

Morrissey - Ringleader of The Tormentors (2006) - o bocudo foi morar em Roma, arrumou o lendário Tony Visconti para produção e até uma parceria com o não menos talentoso Ennio Morricone. O resultado é mais uma belo disco de sua carreira solo, com algumas músicas arrebatadoras e produzidas, desta vez, na medida certa. Cinismo em grande estilo. Compartilhe no Facebook