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domingo, 28 de outubro de 2007

Na vitrola toca Ian Brown e Lucio Maia

Ian Brown - The World Is Yours (2007) - depois de três anos o ex-Stone Roses volta com um disco que, se não chega a partir em outras direções, traz mais do mesmo com um evidente amadurecimento. Brown trata melodias com toques orientais, mais teclados encorpados e cordas marcando o ritmo ou criando um tapete aveludado e ainda o tradicional baticum do britpop. Guitarras esparsas dão um toque refinado às suas composições mais que inspiradas. E note que Brown está cada vez mais engajado.
A capa do disco dá a dica: simples e delicada como a música.

O vídeo de Illegal Attacks



Lucio Maia - Homem Binário (2007) - o projeto Maquinado, do guitarrista Lucio Maia (Nação Zumbi), é quase uma extensão da sua banda. Sem as percussões poderosas, sim, mas com um pé no pop outro na tradição regional, mesclado a toques eletrônicos. Maia é um músico de talento e, digamos, antenado com o que se passa no mundo da música. Mundo mesmo, não o umbigo da MPB zona sul. Maia, assim como a Nação, vai em direção contrária.
A guitarra talentosa, mas nem por isso onipresente, é apenas um suporte para um bando de boas músicas . Nem sempre acerta, mas quando emplaca produz hits perdidos e perfeitos como Sem Conserto ("Um breve instante foi um presente que ganhei, mas ainda não abri. Tempo perfeito não deixa sobras no futuro. Igual a mim, igualzinho a mim").

O vídeo de Sem Conserto Compartilhe no Facebook

sábado, 14 de outubro de 2006

Macaco velho


Aos vinte e poucos anos e apenas um disco Ian Brown já tinha deixado sua marca no mundo pop. Em 1989 ele e seu Stone Roses lançaram o disco que iria influenciar toda uma geração britânica. Garotos ousados que usavam a leveza e psicodelia dos anos 60 em meio à batidas dance, foram o ponto de partida de Oasis, Blur, Verve, entre outras que iriam beber naquela fonte. Até a mega banda U2 iria 2 anos depois lançar o seu melhor álbum, Achtung Baby, claramente impregnado do britpop dos rapazes de Manchester.
O que parecia prever uma longa jornada para o Stone Roses, se esfacelou alguns anos depois e apenas mais um disco. Ian Brown partiu para outra, não fala mais com seus antigos companheiros, ouve black, eletrônico e fuma muita marijuana. Desde 1998 vem lançando álbuns cheio de batidas lentas, músicas envolventes, texturas eletrônicas, guitarras e melodias orientais eventuais. Não bastasse isso, é o criador de uma verdadeira maravilha cover: Billie Jean, o hit de Michael Jackson. Em 2000 Brown deu uma roupagem soul a esta música e provou que também tem alma black.

Na imagem, a capa de Unfinished Monkey Business.
http://www.ianbrown.co.uk/ Compartilhe no Facebook

sábado, 26 de agosto de 2006

Na vitrola toca


Muse - Black Holes and Revelations (2006) - pessimistas e dramáticos, o pessoal do Muse lançam um discaço com pelo menos meia dúzia de arrasa-quarteirões com guitarras de metal, músicas grandiosas e vocais black e à Queen. Adorados (por muitos) e defenestrados (por outros tantos), seguem fazendo o que ninguém faz.
http://www.muse.mu/

Johnny Cash - American V: A Hundred Highways (2006) - após a morte de Cash em 2003, o produtor Rick Rubin aproveitou seções de gravações da longa parceria com o vozeirão e lançou este álbum com overdubs. Longe de parecer oportunismo, é uma homenagem emocionante.

Ian Brown - Golden Greats (2000) - o segundo disco solo do ex-Stone Roses. Músicas bacanas com inspiração black e do finado trip-hop. Golden Gaze é emblemática.

Luna - Rendezvous (2004) - uma despedida honrosa para a bela banda de Dean Wareham. Rocks leves e refinados. Vão deixar saudades.

Sonic Youth - Rather Ripped (2006) - o que dizer de uma banda que depois de duas dezenas de discos ainda não perdeu a criatividade? Longe disso, parece que estão cada vez melhores. Este é o verdadeiro barulho bom.

Metric - Live it Out (2005) - terceiro disco dos canadenses. Som redondo e deliciosas melodias sinuosas.

Teenage Fanclub - Man-Made (2006) - outros veteranos que envelhecem sem perder a ternura. Cool. Compartilhe no Facebook