

Escutando um velho disco de vinil do Joy Division (Closer-1980), lembrei da primeira vez que o ouvi, nos idos de 1985. Na época, a defasagem de 5 anos não era nada, mas hoje o mundo está muito estranho. Estou ansioso porque o Flaming Lips lançou um disco há "longos" 2 meses e ainda não sei como é. Voltando ao 'Closer', é impressionante como este disco ainda é moderno, mas na época não era só isso. Era moderno e diferente. Aquele som sincopado da bateria na frente dos vocais, a música etérea, suja e límpida ao mesmo tempo e o desespero de Ian Curtis às vésperas do suícidio são de arrepiar. É um clássico da história do rock.
Isso me fez pensar numa historinha que o grande músico/produtor Brian Eno contava, onde ele e amigos faziam uma brincadeira com os discos de vinis. Deixavam a agulha tocar a música por meio segundo e só pela textura do som tentavam adivinhar de quem era. Dizia ele que a textura de produção dos discos da música pop era uma coisa que, por exemplo, a música clássica jamais teria. Essa história ouvi há uns 20 anos e sempre que me deparo com algum som instigante, ela me vem à cabeça. Dá pra fazer a brincadeira enfileirando músicas aleatoriamente em algum player de música digital. Eno estava cheio de razão. Compartilhe no Facebook