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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Na vitrola toca...




The Raveonettes – Lust Lust Lust (2008)

Depois do quase festivo disco de 2005 (Pretty in Black), a dupla dinamarquesa volta com a mesma fórmula, mas um jeito bem diferente. As melodias dos anos 60 e vocais angelicais continuam, mas o andamento é arrastado, as guitarras no talo formam uma parede de pano de fundo, o ritmo é eletrônico e lento, as letras introspectivas e soturnas. Bonito isso.


Black Francis – Bluefinger (2008)

Nascido Charles Thompson, o Black Francis dos Pixies virou Frank Black em carreira solo e agora Black Francis de novo (!?).
Tudo isso pra dizer que o velho Charles abandonou um pouco suas releituras das raízes norte-americanas dos últimos discos e incorporou o espírito do último petardo da banda de Boston (Trompe Le Monde). Sem querer comparar, mas o homem retornou aos seus rocks estridentes e cheios de volúpia, com músicas cativantes e gritadas. É um bom recomeço de Francis. Ou seria de Frank?


Supergrass – Diamond Hoo Ha (2008)

Há tempos que o Supergrass mergulhou de cabeça no rock setentista e produz coisas cada vez mais bacanas. O hard-rock com pitadas pop fazem um casamento perfeito e inspirado. É simples e classudo. Furioso e delicado.

Detalhe: o ótimo Road to Rouen (2005) inaugurou esta vitrola há dois anos. Compartilhe no Facebook

sábado, 20 de maio de 2006

Na vitrola toca SUPERGRASS (Road to Rouen - 2006)


Considerados o segundo escalão do britpop, os rapazes de Oxford desde 1995 vêm construindo uma carreira respeitável (no bom sentido), a despeito de certo menosprezo do grande público. Desde "I Should Coco", sempre tiveram um pé fincado nos anos 60 e outro nos 70/80. Depois de namorarem a piscodelia e o glitter no disco anterior, agora mergulham de cabeça no folk inglês, recheados de guitarras, violões e teclados dos tempos das cavernas, que vão de baladas lindas como "St.Petesburg" a rockões de primeira como "Kick in the Teeth". É o passado, mas é o futuro. Uma beleza. Compartilhe no Facebook