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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Curto e fino


Irmãos Coen em Queime Depois de Ler (Burn After Reading – 2008)

Em pouco mais de 90 minutos, Joel e Ethan Coen retomam o humor negro e destroem qualquer possibilidade de ver alguma coisa séria num americano médio. Personagens que variam do patético ao de puro cinismo são execrados, por assim dizer, de forma hilariante.

A obsessiva Frances McDormand e o “bombado” Brad Pitt fazem frente aos decaídos John Malcovich e George Clooney numa trama absurda e improvável.

Espantoso mesmo é o impagável cinismo dos chefões da CIA, sem falar na ex-KGB.

A não perder.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Lebowski


O Grande Lebowski (Joel e Ethan Coen - 1998)

O roteiro intrincado de Ajuste Final (1990) passa longe deste The Big Lebowski. Não que aqui não haja confusão, mas ela fica por conta dos personagens, confusos e hilários. Hilários porque se levam a sério e ao mesmo tempo são cativantes.

The Dude, um hippie atemporal, tem flashbacks de ácido, devidamente documentados por Joel Coen. Donny quase não fala e Walter, que lutou no Vietnã e é judeu convertido pela ex-mulher (!?), não diz coisa com coisa. Personagens periféricos completam o quadro bizarro . Quase todos jogam boliche.

Em qual outro filme poderíamos ver um “pervertido” chamado Jesus lamber uma cintilante bola de boliche em câmera lenta, antes de fazer um strike?


Jeff Bridges
- The Dude
John Goodman
- Walter Sobchak
Julianne Moore
- Maude Lebowski
Steve Buscemi
- Donny
David Huddleston
- The Big Lebowski
Philip Seymour Hoffman
- Brandt
John Turturro
- Jesus Quintana
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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Não é um país para velhos


Onde os Fracos Não tem Vez - No Country for Old Men (Joel e Ethan Coen - 2007)

Os irmãos Coen tratam a violência de modo peculiar. Desta vez ela vem e vai sem se saber de onde nem porque. Mas tem seus motivos.

O xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones) é saudosista, ético e não entende bem o mundo violento em que vive. O sinistro Anton Chigurh (Javier Bardem) entende bem o que está fazendo e tem uma moral toda própria. Entre os devaneios amargos de Bell e os crimes improvavéis de Chigurg o mundo gira e vai acabar não se sabe onde.

Neste entrevero, os irmãos Coens destilam elegância e humor fino em paisagens áridas do meio-oeste americano e cenas insólitas de assassinatos, que vão ficando cada vez menos explícitas, até encerrar com o desabafo existencial de Tommy Lee Jones.

Cinema em profusão, isto é o que é No Country.


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