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quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Na vitrola toca



Belle & Sebastian - The Life Pursuit (2006) - os escoceses já foram injustamente chamados de "fofos" por causa de suas canções leves, tristes e melancólicas. Aqui aprimoram a virada iniciada no disco anterior. Os mesmo 60's revisitados, mas com um som corpulento, alegre e até para balançar os quadris (pinceladas de Motown) em meio à orgãos Hammond, pianinhos e guitarras límpidas. Uma delícia.

Air - Moon Safari (1998) - a estréia da dupla francesa é uma verdadeira pérola. Catalogados como "eletrônicos", eles misturam baterias digitais e acústicas com teclados analógicos (moog, piano elétrico, clavinet), sintetizadores modernos, vocais etéreos e vocoder. Letras curtas, românticas e espaciais, intercalam inglês com francês em achados como Sexy Boy, Le Voyage de Penelope e You Make It Easy. Também temos seções instrumentais de encher os ouvidos. Um dos grandes discos dos últimos 10 anos.

Sigur Rós - Takk... (2006) - os islandeses mais famosos depois de Björk (muito menos chatos, diga-se)cantam na sua língua natal e compõem temas campestres com conotações mágicas. O som acompanha. Parece uma caixinha de músicas que de repente explode num vulcão sonoro. Estranho, bonito e emocionante.

Ladytron - Witching Hour (2005) - no quarto disco o Ladytron incorpora mais rock a seu som eletrônico e incrementa mais pop às músicas cada vez mais soturnas. O resultado é uma jóia que toca na vitrola há um ano sem parar, mas comento aqui porque foi lançado (finalmente) no Brasil em virtude do show deles no Nokia Trends.

Teenage Fanclub & Jad Fair - Words of Wisdom and Hope (2002) - o som do TFC é sempre bacana, mas aqui, apesar de ótimas músicas, parecem que não combinam com o vocal de Fair. Compartilhe no Facebook

sábado, 26 de agosto de 2006

Na vitrola toca


Muse - Black Holes and Revelations (2006) - pessimistas e dramáticos, o pessoal do Muse lançam um discaço com pelo menos meia dúzia de arrasa-quarteirões com guitarras de metal, músicas grandiosas e vocais black e à Queen. Adorados (por muitos) e defenestrados (por outros tantos), seguem fazendo o que ninguém faz.
http://www.muse.mu/

Johnny Cash - American V: A Hundred Highways (2006) - após a morte de Cash em 2003, o produtor Rick Rubin aproveitou seções de gravações da longa parceria com o vozeirão e lançou este álbum com overdubs. Longe de parecer oportunismo, é uma homenagem emocionante.

Ian Brown - Golden Greats (2000) - o segundo disco solo do ex-Stone Roses. Músicas bacanas com inspiração black e do finado trip-hop. Golden Gaze é emblemática.

Luna - Rendezvous (2004) - uma despedida honrosa para a bela banda de Dean Wareham. Rocks leves e refinados. Vão deixar saudades.

Sonic Youth - Rather Ripped (2006) - o que dizer de uma banda que depois de duas dezenas de discos ainda não perdeu a criatividade? Longe disso, parece que estão cada vez melhores. Este é o verdadeiro barulho bom.

Metric - Live it Out (2005) - terceiro disco dos canadenses. Som redondo e deliciosas melodias sinuosas.

Teenage Fanclub - Man-Made (2006) - outros veteranos que envelhecem sem perder a ternura. Cool. Compartilhe no Facebook