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terça-feira, 11 de novembro de 2008

A Dama de Shanghai


Em 1948 Orson Welles ainda era casado com Rita Hayworth e a dupla propôs este film noir à Columbia. Proposta aceita, orçamento estourado, filme retalhado. Sobraram 90 minutos. E que 90 minutos!

As intrigas, assassinatos, sombras e mulheres fatais estão todos lá, mas são apenas subterfúgios para Welles derramar um punhado de imagens maravilhosas. Impossível não ficar abismado em ver um filme soturno deste calibre ter como pano de fundo a paradisíaca e ensolarada Acapulco. Impossível não ficar emocionado com os closes no rosto lacrimejante de Rita.

O que dizer então da cena final na sala de espelhos?

Dá uma espiada




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sábado, 28 de julho de 2007

Érico Veríssimo encontra Orson Welles



Mais um pitaco interessante de Gato Preto em Campo de Neve, o livro de Érico Veríssimo sobre sua viagem aos EUA em 1941, já comentado aqui. Em dado momento ele sai para jantar com outros escritores e nos conta:


"A sala do Voison está cheia...Orson Welles e Dolores del Rio se econtram também aqui em doce idílio. Welles, que muitos saúdam como a um jovem gênio, terminou em Hollywood o filme Citizen Kane que parece ser uma biografia satírica de Hearst, o magnata da imprensa...

Orson Welles e Dolores del Rio se aproximan de nossa mesa...Dolores é muito mais simpática pessoalmente do que no cinema...Orson Welles - alto, forte e testa redonda - é um homem afável. Apesar da máscara risonha, noto cansaço nos seus olhos escuros".


Mal sabia Érico que Welles e seu Cidadão Kane mudariam a história do cinema para sempre.
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