Mostrando postagens com marcador Miles Davis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Miles Davis. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Na vitrola toca Miles Davis (em três tempos).






Sketches of Spain (1960) – As obsessões musicais de Miles pelas melodias orientais via Andaluzia, amealhadas na década de 1950, se concretizam nesse disco com arranjos orquestrais de Gil Evans. O clássico se funde com o jazz e cria um assombro lindo e melancólico. Impressionante, para dizer o mínimo.

Bitches Brew (1970) – Um verdadeiro caldeirão revolucionário. Miles Davis junta todo o pop branco e negro nesse disco espetacular. Soul, funk e rock em suítes jazzísticas de tirar o fôlego. Se Kind of Blue mereceu um livro, esse aqui dá assunto pra uma eternidade, pois Miles criou um monstro. Chamaram isso de jazz-rock ou fusion e os desavisados em geral saíram por aí fazendo um monte de coisas inúteis, tocando 50 notas por segundo, num festival de habilidades a serviço de nada. Muita chatice se produziu e se produz até hoje com esse rótulo.
Em Bitches o esquema é diferente. Davis juntou uma dúzia de virtuoses, mas não tem espaço para exibicionismos nem individualidades. Os músicos tocam a serviço da música e o resultado é coeso e arrebatador. Isso seria possível sem a batuta de Miles Davis?

Star People (1983) – Numa fase menos bombástica, Miles está cada vez mais altruísta (ele sempre foi assim); apenas cria os climas para os seus músicos deitarem e rolarem. Aqui o enfoque é no blues, com longos solos de guitarras e temas que variam do dançante ao intimista sem preconceitos.
Compartilhe no Facebook

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Kind of Blue



O jornalista Ashley Kahn disseca de maneira precisa e muito elegante a pré-história e as duas sessões de gravação do clássico de Miles Davis, de 1959. O livro mostra que a personalidade explosiva de Davis, um pouco de acaso e muito talento forjaram este discaço.

De quebra, fotos históricas e detalhes do lendário 30th Street Studio da Columbia, que era uma antiga igreja ortodoxa grega.
O ponto fraco fica por conta de comentários do tipo “até artistas pop foram influenciados por este disco”. Este “até” é um ranço que Miles Davis definitivamente não tinha, ao contrário de alguns fãs de jazz.


Kind of Blue: a História da Obra-Prima de Miles Davis - Ashley Kahn

O time de Davis:

Cannonball Adderley
Paul Chambers
Jimmy Cobb
John Coltrane
Bill Evans
Wynton Kelly
Compartilhe no Facebook