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terça-feira, 5 de maio de 2009

Piggy in the Mirror


O álbum The Top (1984) volta à vitrola após uns quinze anos...e no formato vinil. E que disco!

O chamado disco psicodélico do Cure é feito a quatro mãos entre Robert Smith e seu fiel escudeiro dos primeiros anos, Lol Tolhurst.

Efeitos de guitarras, bases pesadas e melodias orientais são o pano de fundo para Smith derramar os seus lamentos. E são lamentos lindíssimos. Até músicas leves como The Caterpillar, consideradas "fofas" numa coletânea, aqui ganha conotações dramáticas ao lado de outros petardos.

Ouça a emblemática Piggy in the Mirror em duas versões: a de estúdio e ao vivo, num show demolidor em Munich, 1984.





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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Vitrolinha



No bacana, polêmico e personalíssimo Maria Antonieta de Sofia Coppola, o reinado de Luiz XVI acaba, assim como o filme, de maneira melancólica ao som de uma das mais lindas músicas da fase dark do The Cure. All Cats are Grey, do álbum Faith (1981).

O talento de Robert Smith explode na simplicidade. Bateria eletrônica lenta, baixo sincopado, teclado etéreo, vocal mixado por trás dos instrumentos.

Ouça, “nas cavernas todos os gatos são pardos”.




I never thought that
I would find myself
In bed amongst the stones
The columns are all men
Begging to crush me
No shapes sail on the dark deep lakes
And no flags wave me home
In the caves
All cats are grey
In the caves
The textures coat my skin
In the death cell
A single note
Rings on and on and on...
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quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Na vitrola toca


Outkast - Idlewild (2006) - Patton e Benjamin continuam afiados. Esta trilha sonora do filme homônimo é uma coleção de soul+blues+jazz modernizados misturados a batidas sincopadas e rap. Um piano suingado percorre todo o disco e paira no ar um certo ar de saudosismo. Não é a obra-prima Speakerboxxx, o disco anterior, mas aí já seria pedir demais.




The Cure - Boys Don't Cry (1979) - este segundo disco do Cure é na verdade uma mistura de músicas do primeiro (Three Imaginary Boys), lançado um ano antes, com alguns singles. Foi lançado há pouco por aqui depois de quase 30 (?!) anos, o que me levou a voltar a ouvi-lo depois de muito tempo. A simplicidade e talento em estado bruto assombram. Temos aqui alguns clássicos oitentistas e também pérolas injustamente esquecidas, criando um clima de Beach Boys morando numa praia chuvosa das ilhas britânicas (é a imagem que me vem à cabeça). O cerne do que viria ser o Cure nos anos seguintes já aparece. Uma banda que alterou altos (muitos) e baixos (pouquíssimos) momentos, mas que ainda tem lenha pra queimar (vide o disco bacana de 2004).



TV on The Radio - Return to Cookie Mountain (2006) - o pessoal do Brooklyn tem um som de causar impacto. Ambiciosos, bebem nas mais variadas fontes (pós-punk, black, eletrônico) e misturam tudo sem pestanejar. O resultado é um apanhado de algumas músicas sensacionais e alucinantes com outras que resvalam no cabecismo modorrento. Na média, é muito bom.





Yeah Yeah Yeahs - Fever to Tell (2003) - quando o YYY lançou o segundo disco em 2006, mais melodioso, o comentário é de que era muito melhor que a barulheira deste primeiro. Concordo em parte, mas este é um disco para ser assimilado aos poucos, até perceber que o barulho de Zinner e Chase é pura música e que Karen O não grita, como dizem seus detratores, apenas canta alto e geme sem desafinar como ninguém. Compartilhe no Facebook