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terça-feira, 30 de junho de 2009

Desert Sessions na vitrola


Entre 1997 e 2003 Josh Homme tocou o projeto “Desert Sessions” paralelamente ao seu Queens of The Stone Age. Consistia basicamente de gravações ao vivo no meio do deserto na Califórnia, com um punhado de convidados da estirpe de Mark Lanegan, PJ Harvey, Joey Castillo, Ben Shepherd e por aí vai. A eletricidade no deserto? Tudo movido a um gerador no meio do nada, o tal Rancho de la Luna studio.
Dali saíram pérolas que foram cair nos discaços do Queens (I Wanna Make It Wit Chu, In My Head, Hanging Tree) e outras tantas que estão, talvez, imerecidamente esquecidas, como esse petardo com PJ Harvey.




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domingo, 19 de agosto de 2007

Na vitrola toca Yo La Tengo e QOTSA


Yo La Tengo - I Am Not Afraid of You and I Will Beat Your Ass (2007) - depois de alguns discos leves e introspectivos, o veterano Yo La Tengo ressurge inspiradíssimo, num disco que retoma os velhos mantras recheados de guirarras no talo, mas também rocks com metais, baladas ao piano acompanhados de dedilhados atonais, além de rifs de órgão zunindo nos ouvidos. Algumas conexões caribenhas também fazem parte do cardápio e as melodias caprichadas completam o quadro. Os velhinhos parecem estar felizes...e desbocados.



Queens of The Stone Age - Era Vulgaris (2007) - o quinto disco da banda que era apenas um acompanhamento para os desvarios de Josh Homme, é o segundo do trio de Josh mais Troy Van Leeuwen e Joey Castillo. O resultado é que temos aqui um verdadeiro disco de banda. O aparente individualismo de Josh Homme não tem espaço. O som é coeso, sem frescuras, enfileirando petardos arrebatadores. As guitarras conversam em riffs empolgantes com uma cozinha arrasa-quarteirão nos seus encalços.

Ainda sobra espaço para a veia pop de Homme dar o tempero final (Make It Wit Chu) e às vezes até retornar ao stoner de seus primeiros discos (Misfit Love). Os temas variam de sexo (muito), drogas (um pouco) à rebeldia adulta (sempre) e a produção beira a perfeição. Não aquela perfeição dos produtores endinheirados de Los Angeles ou do glacê pop dos discos de Phil Collins, por exemplo. Aqui temos timbres e instrumentos trabalhando pelo todo, uma bateria sufocada que faz a garganta engasgar e guitarras que parecem que nasceram uma pra outra, sem exibicionismos. De quebra ainda backing vocals de Julian Casablancas e Mark Lanegan. Quer mais?

O QOTSA é a grande banda americana da sua geração.
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